Jornal "A Cabra" Terça-Feira 2 de maio de 2005 Edição Nº 132


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Estudantes populares querem corrente moderada
Sensibilizar os estudantes para
a realidade do ensino superior
e promover uma luta
estudantil diplomática são
objectivos do recém–formado
Núcleo de Estudantes
Populares da Universidade de
Coimbra (NEPUC)

Ana Bela Ferreira
Lurdes Lagarto
“Pensa por ti mesmo” é o lema da primeira campanha que o NEPUC pretende lançar, ainda durante este mês. O presidente da estrutura, Fernando Neves, explica que esta é uma iniciativa
de “informação com vários cartazes que vão sair ao longo deste ano para fazer pensar os estudantes”. Os cartazes vão conter legislação, mas o NEPUC não pretende “impor ao estudante
uma mentalidade, nem um qualquer tipo de rumo”, afirma. O núcleo, constituído a 5 de Abril, não tenciona ser uma “força partidária”, mas sim “estimular a discussão de vários assuntos actuais e exercer uma pressão interna” no Partido Popular. Fernando Neves explica que o núcleo foi criado com a finalidade de “debater uma estratégia de política educativa para a universidade e discutir temas relacionados com o ensino superior, como por exemplo, as prescrições, que é um tema que não é muito falado porque ainda é muito polémico”. Em relação à luta estudantil, o presidente do NEPUC considera que “esta estratégia de manifestações, de desobediência civil, de invasões à reitoria, de uma falta de educação perante o reitor não é a mais correcta”. Para o estudante, o “próprio reitor tem que ser uma força de oposição ao Governo e ele tem que estar do lado dos estudantes”. Fernando Neves considera que Seabra Santos fixou a propina máxima porque “foi obrigado”, pelo que não defende que os estudantes peçam a demissão do reitor. Para o presidente do núcleo, os estudantes e o reitor deviam estar juntos na luta contra o Governo. No que toca à próxima fixação de propinas, Fernando Neves defende que é preciso falar com os senadores professores e funcionários e “sensibilizá–los para a causa dos estudantes”. “Nem que seja preciso falar com cada um individualmente”, acrescenta. O presidente do núcleo salienta que “a fase de diálogo nunca pode ser fechada”, senão os estudantes perdem “a força e a voz”. Provocar alterações no seio da Assembleia Magna (AM) é outro ponto focado pelo NEPUC. Fernando Neves considera que “a esquerda está muito bem organizada na universidade”, que é preciso trazer à discussão uma “corrente mais moderada” e formas de luta alternativas. Assim, o núcleo pretende apresentar ideias na AM e fomentar a tolerância a opiniões diferentes, para que “as pessoas não tenham medo de ir à Assembleia Magna”, conclui Fernando Neves. Para alterar o panorama do ensino superior português, o presidente do NEPUC defende que “é preciso pressionar internamente todos os partidos políticos”. Para tal, o recém–formado núcleo pretende encetar conversas com as juventudes partidárias, de modo a uni–las nas reivindicações dos estudantes, nomeadamente no que diz respeito às propinas, às prescrições, à paridade nos órgãos de gestão, entre outras questões. O núcleo tenciona ser um grupo aberto, ao qual qualquer pessoa se pode juntar, apesar da sua ideologia política. O NEPUC quer levar os estudantes a pensar e organizar ideias alternativas, mas sem a necessidade de vinculação. Fernando Neves acrescenta que os estudantes são livres de defender as suas ideias na AM e de intervir activamente na vida política da associação”. No entanto, o núcleo não vai “enquanto grupo, concorrer a eleições para a direcção–geral ou outro órgão de gestão”.


1 Responses to “Jornal "A Cabra" Terça-Feira 2 de maio de 2005 Edição Nº 132”

  1. Blogger Ana Soares 

    A Universidade de Coimbra merece um núcleo de Jovens Populares de tão grande qualidade! Continuem o excelente trabalho que estão a desenvolver!

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